Arquivo de Novembro, 2008

30
Nov
08

2008, um ano para ser lembrado!

2008, um ano para ser lembrado!
2008, um ano para ser lembrado!

     

       O senso comum me faria dizer o contrário. A grande imprensa, os jargões, as frases prontas também. Mas como o debutante colunista não possui compromisso com nenhuma destas vertentes e sim, com as tradições e a história do centenário clube, a frase me pareceu adequada. Sim, não podemos esquecer-nos dos inúmeros fracassos que transpassaram nossos corações, nossos sentidos, nossas esperanças.

       Começamos o ano de forma perigosamente assustadora. O empate com o fraquíssimo e desconhecido Coronel Bolognesi, tão debutante na Copa Libertadores da América quanto este que agora escreve neste espaço, já nos demonstrava que o ano deveria sim, ser muito lembrado. Algo errado estava por vir. Algo estranho ainda aconteceria. O curso do ano foi seguindo e com ele, as correntezas desastrosas não se acanharam em mostrar suas forças, em devastar um exército que se armava para um ano de glórias. Após a primeira conquista, já tão comum a este exército, que beira à obrigação do pelotão, segue-se a primeira, dolorosa e talvez mais trágica de todas as derrotas.  Uma batalha aparentemente vencida. Um exército oponente combalido. No entanto, a arrogância tão solicitada pelo General  Rubro-Negro se fez presente e em larga escala. Fogos comemorativos, balões, tiros ao alto. E um histórico e arrasador 3 x 0. Mais uma vez, tal qual o ano anterior, nos vimos sem chão, sem norte, sem rumo.  Sentimos-nos pequenos, minúsculos, tímidos, envergonhados, destruídos. O que era mais uma batalha vencida, dizimou com extrema violência mais de 35 milhões de soldados de nosso “poderoso” exército.  Alastrou dores contidas,  extravasou choros velados, exterminou sonhos dantescos.

        Ali, desenhava-se um cenário que para nós, ardorosos amantes deste clube, representados pelo rubro da paixão, não acreditávamos que prenunciava o negro da derrota, da desesperança, da desilusão, da retidão. Nada mais poderia ser feito. A derrota estava consumada. Algo inimaginável acontecera.

      Incansáveis que somos, partimos para o próximo combate. Este seria um combate longo, com diversos adversários. Os primeiros, fraquíssimos.  Com as dores no peito e as fardas ainda rasgadas, iniciamos as lutas. Passamos pelo reserva santista. Fácil como deveria ter sido a batalha anterior. Agora sim, fizemos o nosso papel, a nossa obrigação. Seguiram-se os próximos combates e aos poucos, a auto-estima, o sentimento de força e as vitórias voltaram a fazer parte do nosso cotidiano. Mas algo ainda estava errado. Algo não se encaixava. O exército já apresentava sinais que apenas aqueles que não estão destinados ao sucesso, apresentam. Entre prostitutas e acidentes automobilísticos, vimos o Artilheiro se perder. Assistimos a saída, inertes, do nosso único armador, embora ainda sem grandes feitos, mas notadamente o único capaz de provocar algo lúcido e diferente justamente no setor de que mais carecíamos de talentos. Algo distinto, que nos fizesse por alguns instantes imaginar que não apenas contávamos com o arsenal de roubos de bola e passes laterais. Nosso exército, àquela altura, liderava a frente de batalha. Fazia-nos crer que o resto do ano, nos reservaria motivos irretocáveis para o êxtase. Para a celebração de algo que não celebramos há exatos 16 longos, duradouros e sofridos anos. No entanto, as perdas do exército começariam a externar uma fragilidade apenas resvalada naqueles 3 x 0. Se não queríamos, não podíamos acreditar que aquilo tinha alguma explicação lógica, agora, parece que a explicação que não veio, a razão que não foi sentida, apresentava suas primeiras nuances, os iniciais dos inúmeros motivos que nos farão, sem qualquer sombra de dúvida, lembrar-nos do ano que agora se esvai assim como a nossa última possibilidade de registrar algo positivo.

        O ano  então, foi notadamente e cristalinamente marcado por fracassos nos momentos mais decisivos, nos combates mais importantes. Óbvio que, não precisaria aqui, transcrever resultado a resultado, fracasso por fracasso.  Todos nós lembramos, cada momento, cada movimento errado, cada ação atrapalhada, cada erro estratégico. Mas, a título de registro histórico, não posso me abster de grafar neste espaço, alguns das piores e mais decisivas derrotas e que, por elas mesmas, explicam o que todo o texto tenta racionalizar: São Paulo (duas vezes), Cruzeiro (duas vezes), Vitória (Maracanã lotado, bonito e festivo), Atlético Mineiro (Maracanã perplexo e com uma memória tão recente ainda no consciente coletivo rubro-negro. O mesmo placar, a mesma dor) e para finalizar, Goiás (a derradeira chance de mostrar que o exército merecia ainda algum crédito. O mesmo Goiás, do comandante que nos calou e enfureceu, quando tacitamente, afirmou: “O Flamengo não possui 20% da estrutura física do Goiás”).

        Os confrontos mais decisivos, os jogos de “6 pontos”, quase em sua totalidade, foram perdidos.  Jogadores com talentos questionáveis, condicionamentos atléticos ainda mais questionáveis, comportamentos profissionais altamente questionáveis, comandante extremamente questionável. De tudo isto e um pouco mais, concluímos que:

  • Flamengo, o Clube de Regatas Flamengo, não é e nunca deverá ser, lugar para aprendizes. Aprendizes devem cumprir o trajeto que lhes cabe. O trajeto que cabe a qualquer profissional que inicia suas atividades. O mesmo trajeto que percorreu Muricy, que percorreu Luxemburgo e tantos outros que hoje são solicitações da grande massa rubro-negra para o comando de 2009. Não se pode e não se deve adotar a política de Ipatinga e Cianorte e transportá-la ao Flamengo, como se transporta água em caminhões pipa.

 

  • Flamengo não pode e não deve permanecer anos a fio, sem conquistas maiúsculas. Tudo isto tem preço muito alto. Não estou aqui fechando os olhos para um tímido progresso nos últimos anos, porém, alertando aqueles que se contentam com o fim da luta contra rebaixamento como “progresso”. O verdadeiro Flamengo, aquele que arrasava as terras por anda andava, não é esse, não pode ser esse. O rubro-negro precisa ter essa consciência. Estou certo que, muitos que por aqui passarem, são naturais da Cidade Maravilhosa. Mas entendam: vocês iniciaram um movimento que se alastrou e conquistou o mundo. Hoje, temos o ÚNICO clube legitimamente e efetivamente nacional. O único que possui torcida forte, grande e respeitável em TODAS as regiões do país. E sendo assim, a título de manter uma rivalidade, a “gozação” do dia seguinte nas esquinas da cidade, não podemos apenas nutrir este gigante de títulos cariocas. Meus amigos, os milhões de torcedores que não coabitam a moradia local, não estão mais sendo convencidos pela festa da conquista local. Primeiramente, porque já não apresenta grande mérito. Finalmente, porque é pouco, muito pouco, para a grandeza de um clube nacional, que nasceu no Rio e resolveu criar morada nos corações mineiros, paraibanos, paulistas, paranaenses, baianos e em vários outros espalhados por todos os confins da Terra.

 

  • A torcida continua crescendo, continua acreditando. Não é preciso um time avassalador, como já tivemos a honra e alegria de acompanharmos na era de glórias, mas ao menos, um time convincente. Ficou mais uma vez constatado que para superlotar os estádios brasileiros, basta um time que vença e convença. Como é fácil motivar o torcedor rubro-negro… Rubro-negro, tem por ofício ser persistente, esperançoso. Não são 16 anos de frustrações que nos farão menos fanáticos, menos apaixonados. Precisará muito mais que isso para derrubar de vez esses corações já tão machucados, mas ainda irresponsavelmente fortes.  

 

           Não, 2008 não pode ser esquecido. Terá que ser lembrado como parâmetro para que o contrário seja feito em 2009, em 2010, e nos seguintes.  A arrogância solicitada, tem que dar lugar à humildade. O descompromisso tem que ser substituído pela fúria, pela gana, pela entrega total. O comando? Este, não preciso tecer nada mais a respeito. Apenas espero, com o coração esfacelado, que tenham aprendido as INÚMERAS lições dadas ao longo deste ano, que não poderão nunca, seren afastadas de nossas mentes. Por mais que nos doa, que nos machuque, que provoque em nós os sentimentos mais negativos precisamos mantê-las vivas nos palcos de nossos sonhos. Ao menos, até conseguirmos dar ao Flamengo o que a ele deve ser ofertado pelo legítimo direito conquistado por heróis de nosso passado, pelas conquistas e glórias tão festejadas em tempos que começam a ser tornar longínquos.  E no momento em que for dado ao Flamengo o que é dele por merecimento histórico, então nós, estaremos aqui, como sempre, prontos para extravasar do peito o grito que mais uma vez não saiu, o choro alegre que não foi chorado. Aquele choro que lava a alma, que toca nas profundidades de nosso ser e que nos faz acreditar que ser Flamengo, é acima de tudo, uma condição de vida. E assim sendo, sem o verdadeiro Flamengo, a vida perde, a alegria inexiste e a paixão se cala… Ansiamos, momentaneamente.

 

     Saudações Rubro-Negras!

26
Nov
08

PRESTAÇÃO DE CONTAS : MISSÃO B.H.

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A batalha do Mineirão!

Caríssimos;

Primeiramente gostaria de pedir desculpas pelo atraso.Por causa dele talvez o assunto já esteja bastante batido e ultrapassado.Mas confesso que foi uma ausência programada. Resolví parar um pouco para refletir melhor sobre alguns questionamentos que me fiz após essa aventura em Belo Horizonte.

O que leva um chefe de família , pai de um bebê de 5 meses e médico cheio de compromissos profissionais, gastar uma pequena fortuna para arriscar a própria vida , passar por uma série de privações e ser tratado como bicho num lugar que têm a cara de pau de chamar de Estádio?

 Por quê existe motivação para viajar  mesmo sabendo que o seu time não tem casca de campeão ,que falha nos jogos decisivos e tem retrospecto pífio nos jogos contra os adversários diretos postulantes ao título? ( 8jogos,2vitórias)

Como pode alguém ,em minoria, cantar e pular como louco mesmo sabendo que o elenco não tem maturidade para ser campeão? (O quiprocó da última semana fala por sí só!)

É plausível suportar gás lacrimogênio , balas de borracha , pedradas e o raio que o parta mesmo sabendo que tem uma comissão técnica sem bagagem e experiência para ser campeã?

Que fonte de amor tão pouco correspondido é essa que não seca nunca? Será que não merecia uma diretoria mais competente e habilitada para ser campeã?

É … amigos…para a maioria das perguntas ainda não conseguí achar as respostas apesar de tanto tempo matutando.Conhecendo a essência do rubro-negro e o que é ser FLAMENGO tenho a certeza que poderia passar o resto dos meus dias fosforilando e jamais descobriria as respostas.Só sei que é um sentimento que emana do fundo e que é de características pouco conhecidas por ser de um território tão pouco desbravado (do coração ,ou do cérebro, ou do fígado , ou das tripas…) . Que sufoca e nos motiva a gritar…Que cutuca e nos obriga a pular…Que  inquieta e nos faz estar presentes no próximo jogo!

Mas de B.H. não trouxe apenas dúvidas …

1=Por tudo que já foi relatado acho que tenho todo o direito de estar muito irritado com esse salafrário . A Nação que deu aquele show não merecia sair derrotada! Por tudo que sofremos antes e depois do jogo merecíamos mais respeito.Ele para apitar precisa ter porte de arma! LADRÃO!É um tremendo de um covarde que pode ter decepado o sonho de uma Libertadores.Mostra ter uma índole duvidosa quando 4 dias após o jogo debocha e não admite o erro! Pena que um raio não caí no mesmo lugar 2 vezes. Imaginem se um juizinho senta ao meu lado no avião…

2= A internet já fez por mim muito mais que eu poderia querer! Tenho a certeza que fiz grandes e verdadeiras amizades aqui. Não tenho palavras para descrever a minha “família mineira”!Quanta gentileza!Que recepção! Se fizesse muito esforço acho que eu não seria capaz de fazer um terço do que vocês fizeram:FABIANO,VIVIANE,HENRIQUE,GUILHERME,ROONINHO,ÉRICA e D. VALÉRIA vocês são especiais!Muito obrigado!!!

SOMOS TODOS MENOS ALGUNS!

SAUDAÇÕES RUBRO-NEGRAS!

24
Nov
08

Flafogo? É ruim, hein! Sai pra lá chulé !!!

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 Que time será esse?

 

Esse time não ganha um título importante há mais de 15 anos, e suas derrotas épicas se transformaram em motivo de piada.

E, ainda assim, apesar de saber que há coisas (sempre ruins) que só acontecem com ele, seu torcedor continua confiando no triunfo. É por isso que eu digo que o (?) é o torcedor mais religioso do Brasil. Ele não tem motivo nenhum para acreditar, mas acredita. Quer definição melhor para o termo “fé”? Aos meus olhos, inclusive, é mais fácil crer em Deus do que no (?).

Olhe à sua volta. Árvores, água, céu, ar. Alguém ou algo deve ter pelo menos criado tudo isso. Se for um pouco mais além, você vai considerar que isso tudo a que nós chamamos de natureza necessita de alguma força que a mantenha funcionando. Daí para aderir a alguma religião é um pulo. Mas que indícios, que provas existem para que alguém confie nas conquistas perante tantos reveses?

Quantos craques o (?) revelou para o futebol brasileiro. Quantos…

E, por falar em craques, as glórias desse clube estão ficando tão antigas que seus triunfos começam a ganhar o status de lenda – o que atribui a sua história um quê de escritura sagrada. Zicon Santos , Didarrincha e Didizizinho já viraram figuras míticas, capazes de abrir o gramado ao meio, transformar um pênalti numa falta fora da área ou driblar um time inteiro. Duas vezes.

Não me leve a mal, eu não digo isso tudo por sadismo ou maldade. O (?) simplesmente me condicionou a duvidar do seu sucesso. Os constantes e surpreendentes fracassos do (?) não me permitem vislumbrar a possibilidade do contrário acontecer. Aliás, eu tenho a impressão de que os únicos imunes a esse efeito são os próprios “torcedores” do (?). Que outro motivo eles teriam para ir ao estádio senão a crença absurda de que o seu time irá ganhar o jogo?

É uma fé muito curiosa, a fé do (?). Sem explicação ou justificativa, como qualquer outra. Mas outro dia eu conversei com um torcedor apaixonado por esse clube e as coisas passaram a fazer mais sentido para mim. O torcedor me disse que para ele não importava mais se o time ganhava ou perdia, que o importante é torcer e deixar as coisas acontecerem naturalmente, é viver o presente. Não queria saber se o técnico dele era inexperiente e pé frio, tão pouco se o seu zagueiro era um Brucutu e nunca saía do time, se o seu centroavante é gordinho e folclórico. Ele só queria torcer! Dar o seu apoio INCONDICIONAL. Mudar pra quê agora? Ano que vem a gente tenta de novo.

O pior é que ele acredita, e tem boa intenção, sua crença faz dele uma espécie de herói. Ele se sacrifica em nome do clube, e sem esperar em troca nada além da satisfação do dever cumprido.

Enxergo um pouco desse heroísmo no (?). Seu clube vem num histórico horrível, sofrendo derrotas desastrosas para equipes piores que a dele, e pior, dentro da própria casa, mas o (?) continua acreditando que torcer pelo seu time é a coisa certa a se fazer, e o faz sem pedir nada em retribuição. Basta-lhe a promessa duvidosa do sucesso.

Tudo isso fez do (?) o torcedor mais paciente do mundo. É como se os anos de calvário interminável tivessem conduzido o (?) a algum tipo de nirvana. Não existe ninguém mais conformado do que o torcedor do (?). Ele acredita que as coisas um dia vão melhorar e estará sempre à espera do título prometido. Os salários do (?) estão sempre atrasados, o clima entre os jogadores é péssimo, mas a diretoria diz que tudo isso é passageiro, pois o (?) tem TRADIÇÃO, tem CAMISA. Aliás, uma gloriosa camisa, Mas…   Quando time perde, tudo muda, ninguém quer assumir a culpa. Aliás, a culpa passa a ser sempre do juiz…

É à hora de chorar, reclamar…  O negócio e fingir-se de pobre coitado, de “prejudicado”

Não acredita? Então experimente: aproxime-se de um torcedor do (?) e diga tudo isso que eu lhe disse.  Confirme. Ele lhe dirá logo que é um torcedor do… (?)

AMIGOS, PODEMOS PERDER TUDO, MENOS A NOSSA IDENTIDADE!

SOMOS FLAMENGO, PORRA!  Nunca fomos, não somos e JAMAIS seremos SEMELHANTES aqueles muquiranas de General Severiano.  JAMAIS!

 

 

19
Nov
08

QUAL SERÁ NOSSA AMBIÇÃO?

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Dúvida cruel!

Caríssimos;

Após o jogo (massacre) contra o Palmeiras, alguns ditados pipocam em minha mente.Devemos trocar o certo pelo duvidoso?Mais vale um na mão que dois voando ?De grão em grão a galinha enche o papo?Quem arrisca não petisca?

E aí?Qual deverá ser o grau de nossa ambição? Visando o título ainda possível devemos buscar a vitória por todo custo ,correr riscos de nos desproteger , perder o jogo e sair do G4?Ou seria mais sensato jogar fechado, explorar os contra-ataques e nos contentarmos com um empate que praticamente nos garante na Libertadores 2009?

Os racionais defenderão a tese de que é preciso dar um passo atrás para conseguir coisas mais importantes na frente. Os apaixonados acharão um sacrilégio trocarmos um título por uma “vaguinha” no torneio sulamericano.

É fato que matematicamente a vaga na Libertadores parece muito mais palpável e provável que o tão almejado hexacampeonato. Como fiz Medicina justamente por odiar matemática e sendo um de nossos preceitos lutar enquanto houver vida, acho que temos que brigar pelo título até o último suspiro.Seria alguma coisa fora do comum o São Paulo perder do Vasco em São Januário e empatar com o Fluminense ou Goiás ?É algum absurdo achar que o Grêmio pode perder para o Vitória lá em Salvador? Na minha concepção são resultados plausíveis e prováveis! Por quê não acreditar?

Neste jogo contra o Cruzeiro não precisamos nos expor feito índios. São eles que estão mais desesperados que nós. Jogando em casa e sob o olhar da sua crítica torcida vão ter que partir para cima. É aí que temos que jogar com inteligência. Saber explorar os contra-ataques sem sermos apáticos. Jogar exatamente como no segundo tempo contra o Palmeiras quando tiveram 60% da posse de bola e nós as principais chances de gols.

Nossa postura em campo desvendará todos todos esses mistérios que me assombram e revelará qual o verdadeiro grau de ambição do nosso elenco e comissão técnica!

Com a palavra CAIO JR.

P.S.= Eu acredito e por isso : “-B.H. AÍ VOU EU!!”

SOMOS TODOS MENOS ALGUNS!

SAUDAÇÕES RUBRO-NEGRAS!

17
Nov
08

Na força do Ebó rubro-negro!

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Sorria, você é rubro-negro!

Amigos,

 

É óbvio que carrego comigo algumas convicções em relação ao atual Flamengo:

Caio Jr está longe de ser o técnico dos meus sonhos (e põe longe nisso!), o Jailton não entraria nem na peladinha de dois toques da minha rua, Ibson e Kleberson nunca jogariam juntos no meu time, mas…

Estas são apenas conclusões minhas, que foram extraídas de um raciocínio ímpar, único, individualizado. Conclusões tomadas por uma visão crítica, fria e pragmática. Só que nós rubro-negros não somos icebergs ambulantes, não somos  seres insensíveis… Somos feitos em carne e osso. Aliás, o sentimento sempre foi o nosso alimento. Primamos pela transformação, amor, paixão e principalmente pela fé.  Não há nada que nos satisfaça mais  que ver o nosso time vencer e melhor, convencer! Quando isso acontece nossas ”teorias” passam imediatamente para um segundo plano. Aliás, elas somem como ninjas em filmes hollywoodianos, como encantos… Sucumbem em pó.

A felicidade que essa vitória  de ontem (convincente) nos trouxe foi IMENSA, INCOMENSURÁVEL!

Vimos nela o verdadeiro Flamengo, o Flamengo dos nossos sonhos, o Flamengo que há muito não víamos, onde o técnico e os jogadores (quase todos) foram praticamente perfeitos!

Muitos dirão: “o Palmeiras não entrou em campo!” Dana-se, problema deles! O fato é cumprimos muito bem o nosso papel!

Lembro-os que  continuo firme e forte com minhas “convicções”. Se elas valerão até o final? Não sei…   Só sei que… O que eu mais quero agora é curtir este momento maravilhoso!

 Não há nada mais gostoso que golear time paulista!!! Não é Sr. Kleber Machado?!?!

 

Obs: Mesmo com o bilau todo “estrupiado” Seu Nonô não perdeu a oportunidade e  profetizou antes da partida:

Hoje será o dia do Kléberson!

Grande Nonozão!

 

Agradecimentos…

 

Obrigado, ZICBSON!!!

Um toque de Axé:

Sua  benção  “Pai Agüin de Salsicha de Aruanda!”

 

Sorria, você é rubro-negro!

15
Nov
08

Flamengo: 113 anos de glórias!

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Amigos;

Há exatos 113 anos, no dia 15 de novembro de 1895, era fundado na Praia do Flamengo, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, o Clube de Regatas do Flamengo. Criado especificamente para a prática do remo, o Rubro-Negro rompeu as fronteiras a partir de 1911 e invadiu os gramados, tornando-se em pouco tempo o CLUBE DE FUTEBOL MAIS QUERIDO DO BRASIL.

Parabéns, FLAMENGO!

Parabéns, Nação Rubro-negra!!!

12
Nov
08

Nossa marca registrada

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Márcio Braga: "Craque o Flamengo faz em casa "

Amigos,

li  no último domingo, no O Globo, uma excelente reportagem com o nosso presidente, Márcio Braga. Sim, parece que fui jogado pelos idos de 70 e 80 e vi um verdadeiro comandante da época de ouro da nossa equipe. Os mais novos não sabem, mas Márcio Braga foi um dos grandes presidentes do CRF. Infelizmente perdeu o trem da história e hoje está decadente e em desuso. Tocou na ferida e disse aquilo que meu velho sustenta há anos. O Flamengo só será Flamengo se tiver a base feita na Gávea. Essa marca registrada foi UM DOS FATORES que nos fez ser diferente de tudo e de todos. Sempre ganhamos os títulos mais importantes com a BASE da garotada da Gávea e não há exceção. Apenas como título de curiosidade, irei citar o nosso Pentacampeonato Brasileiro e os títulos da Libertadores e do Mundo de 1981 -  times bases:

Libertadores e do Mundo de 1981 – Raul (Cruzeiro), Leandro(casa), Figueiredo (casa), Mozer (casa), Júnior(casa), Andrade (casa), Adílio(casa), Zico (casa), Tita (casa), Nunes (casa) e Lico (Avaí). 9 jogadores da casa. Brasileiros: 1980 – Raul (Cruzeiro), Toninho(Itabaiana), Rondinelli (casa), Marinho (Londrina), Júnior(casa), Andrade (casa), Carpeggiani(Inter), Zico (casa), Tita (casa), Nunes (casa) e Júlio César (casa). 7 jogadores da casa*****  1982 Raul (Cruzeiro), Leandro(casa), Figueiredo (casa), Marinho (Londrina), Júnior(casa), Andrade (casa), Adílio(casa), Zico (casa), Tita (casa), Nunes (casa) e Lico (Avaí). 8 jogadores da casa*****  1983 Raul (Cruzeiro), Leandro(casa), Figueiredo (casa), Marinho (Londrina), Júnior(casa), Vítor (casa), Adílio(casa), Zico (casa), Élder (casa), Baltazar (Grêmio) e Julio César Barbosa (casa). 8 jogadores da casa****  1987  Zé Carlos (Casa), Jorginho(América), Leandro (casa), Edinho (Fluminense), Leonardo(casa), Andrade (casa), Aílton(Olaria), Zico (casa), Renato Gaúcho (Grêmio), Bebeto (casa) e Zinho (casa). 7 jogadores da casa***** 1992 Gilmar (Inter), Charles Guerreiro (Guarani), Júnior Baiano (casa) Gottardo (Guarani), Piá(casa), Uidemar (Goiás), Júnior(casa), Zinho (casa), Julio Cesar (Atlético de Goiás), Gaúcho (casa) e Nélio (casa). 6 jogadores da casa. 

Faz necessário uma homenagem a vários outros jogadores da base que ajudaram nessas campanhas. Ex: Cantarelli, Manguito, Paulo Nunes,  Fabinho…. Essa base da casa sempre foi marcada pela combinação perfeita de raça e toque de bola. Jogadores com alguma técnica e muita raça tb foram assimilados pela nossa torcida: Fábio Baiano, Fabinho, Mozer, Aílton,Charles Guereiro, Élder, Sempre é bom lembrar que esses jogadores não dependiam apenas da raça (apesar de ser sua característica mais marcante), mas tinham recursos técnicos, diferentes dos Paulinhos e Jaíltons que só têm a raça a favor e com seríssimas restrições e mais nada. É preciso ter cuidado com isso para não colocarmos todos numa vala comum. Por isso amigos sou partidário da BASE JÁ!!! Jogadores como Eric Flores, Jorbison, Thiago Sales, Vinícius Colombiano, Antônio, Jônatas, Aírton …devem obrigatoriamente ser olhados com mais carinho. Isso sim é compreender a essência do Flamengo e não rasgar uma história de mais de 113 anos de glórias e sucessos. 

Até a próxima.

O Flamengo é a minha vida !