COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ



Amigos Flaeternos, ontem por obra do acaso  não ganhamos o jogo, mas mostramos quem somos,  jogamos com raça, fibra  e o jogo inteiro  em cima do adversário, ou seja, fomos Flamengo. Como manda a nossa história.
E como ela começou? Foi, mais ou menos,   assim…

“Vamos comprar um barco!” E assim nasce o campeão absoluto em popularidade, fenômeno da multiplicação de emoção e glória.
No antigo Café Lamas, no Largo do Machado, ponto de encontro de estudantes, intelectuais e artistas, rolam todos os assuntos: os efeitos da Lei áurea, proclamada há sete anos, na economia; a dívida externa com a Inglaterra, que não para de crescer; a presença no governo do primeiro presidente civil, o advogado de Itu-SP, Prudente de Morais; a cólera, a peste bubônica e a febre amarela que assola o RJ. Mas, é claro que no papo sempre tem lugar para os rapazes do FLAMENGO, que acabam de tomar uma decisão histórica:

– Vamos comprar um barco!
Eles estavam “mortos” de inveja da “entinoelle”, baleeira do grupo de regatas do Botafogo, disputada pelas mocinhas e resolvem partir para a criação de um grupo igual. Então, os rapazes se cotizaram, compraram e restauraram o barco “Pherusa”, que receberam no dia 6 de outubro de 1895, na praia de Maria Angu (Ramos). A ideia é ver o barco navegar dali ao Flamengo, mas o vento forte acabou virando o “Pherusa”. Os atletas Joaquim e Bahia, que haviam juntado ao grupo, mergulham em busca de socorro. Spíndola tira as roupas e as agita como se fossem bandeiras. A lancha Leal, dos pescadores da Penha, reboca a “Pherusa” até o cais. Mas os rapazes ficam apreensivos com Bahia, que aparece quatro horas depois e vira herói.

“Pherusa”, devolvida ao armador, dias depois é roubada. Outra “vaquinha” é feita para comprar o “Soyra”, antes batizada de “Etoile” pelo seu ex dono. Registrado o barco na “Union de Canotiers”, o grupo se reúne na Rua do Russel, n. 22, um velho casarão colonial de propriedade de Nestor de Barros. Assinada a Ata de fundação num domingo, 17 de novembro de 1895, sendo eleito como o primeiro presidente, Domingos Marques de Azevedo, um guarda marinha. Fica decidido que a comemoração seria sempre no dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República e portanto, sempre feriado nacional. Por nacionalismo, dão preferência à palavra grupo em vez de clube. A sede seria o próprio casarão que já servia de garagem para o “Soyra”. O nacionalismo é uma preocupação constante do grupo e os nomes gregos dos bascos são substituídos por nomes indígenas. O “escaler” de dez remos passa a chamar-se Aymoré; uma canoa de seis remos, Iaci; o barquinho de dois remos de Hermogêneo Dutra é batizado de Irerê.
Na virada do século, o grupo flamenguista tem de tudo: gente de famílias tradicionais, intelectuais, empregados do comércio. Sem contar torcida e torcedores fanáticos, como o poeta e cronista Mário Pederneiras„ que propõe ao grupo passar a ser Clube. As mocinhas se dividem entre o remo do FLAMENGO e o futebol do Fluminense, crescendo com isso, a rivalidade entre os dois grupos.

Enquanto isso é cada vez maior o número de clubes de futebol, inclusive o Rio Cricket de Niterói. Em 1905 surge a Liga Metropolitana de Futebol e, no ano seguinte, é disputado o primeiro campeonato da cidade. Evidente que mais cedo ou mais tarde, alguém iria propor que o FLAMENGO também entrasse na última moda. E a propostas surgiu de um jogador do Fluminense, o estudante de Medicina Alberto Borgeth. Os remadores são contra, mas a Diretoria que havia assumido recentemente o já denominado CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO, em 8 de novembro de 1011, topa estudar a proposta. Borgeth é nomeado presidente da Comissão de Estudos e, na noite de Natal de 1911, a assembléia aprova a criação do Departamento de Esportes Terrestres. Era a abertura para a entrada do FLAMENGO no futebol.
E agora, Borgeth ??? Ele rema pelo FLAMENGO e joga futebol no Fluminense. Uma briga com a Diretoria do Fluminense resolveria a questão. Por apoiar a oposição, Borgeth e Arnaldo Guimarães são barrados no primeiro time. Logo depois, Borgeth lidera o movimento para a criação de outro time de futebol, aprovada por 40 de 60 sócios, no dia 24 de novembro de 1911. Transferem-se além de Borgeth, Baena, Píndaro, Emanuel Nery, Ernesto Amarante, Galo, Orlando Matos, Gustavo de Carvalho e Lawrence Andrews. Estava assim, formado o núcleo do clube mais popular do Brasil.

O time cai logo de cara no gosto popular porque passa a treinar na Praia do Russel, o que facilitava o contato com os torcedores. Além disso, aqueles jogadores são dissidentes de um time aristocrata.
A estreia foi no dia 3 de maio, no campo do América, em Campos Sales, contra o time da Mangueira, formado pela fábrica de chapéus, do mesmo nome. Os irreverentes torcedores adversários gozam os jogadores do FLAMENGO, que usam camisa quadriculada. São chamados de Papagaio de Vintém. Mas tem volta: o FLAMENGO humilhou o time da Mangueira, dando uma goleada de 16 X 2, com 5 gols do jogador Gustavo, autor também do primeiro  gol histórico da equipe.

Se a estreia foi sensacional, a decepção veio no primeiro FLA X Flu, sendo derrotado pelo segundo time tricolor por 3X2, em 07.07.1912. Mas o FLAMENGO continua firme e ganha o primeiro campeonato no amadorismo em 1914, perdendo apenas uma partida, com 3 empates e 8 vitórias. O time campeao: Baena, Píndaro e Nery; Curiol, Miguel e Galo; Oswaldo, Baiano, Borgeth, Riemer e Raul. O futebol vira ssunto de cronistas famosos, como João do Rio. Provoca a ira de Lima Barreto, que o chama de “esporte de elite”. A briga entre os intelectuais só serve para divulgar mais o futebol. O FLAMENGO já não usa mais o Papagaio de Vintém: trocou seu uniforme pela “cobra coral”, que no ano seguinte muda – e fica igual à camisa dos remadores, preto e vermelho em listras horizontais.
O FLAMENGO vai colhendo títulos e mais títulos, até que em 1927 o clube se envolveu em uma briga entres as Ligas do RJ e SP, tendo sido suspenso por um ano pela Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. O povo fica alucinado e exige o time no Campeonato. Os cartolas cancelam a punição, mas o Flamengo ficara sem alguns jogadores, transferidos durante a suspensão do Clube. Alguns voltaram, mas perdemos para o Botafogo, mas numa reação maravilhosa do nosso time, vencemos o … quem ??? Vasco, é claro, na decisão do turno (3 X 0) e returno (2 X 1). Um título incrível. Daí para a série vitoriosa, com vários tricampeonatos estaduais, Brasileiros Sul Americana, Libertadores e Mundial, dentre outros, desde os anos 30, com Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Valido e Jarbas, depois sob a regência de Zizinho, com os jogadores o FLAMENGO foi firmando-se como o Clube Mais Querido do Brasil, tendo conquistado o primeiro tricampeonato em 44, com um gol polêmico, pois o argentino Valido, que cabeceou apoiando-se nas costas do jogador Argemiro. Choro antigo esse, hein ??? Conquistamos o segundo tri campeonato (53 a 55). Na década de 70, ganhamos 2 estaduais (72 e 74), quando surge um craque genial na Escolinha do Clube – ZICO. Com ele, o Flamengo conquista o terceiro tricampeonato, 78, 79 e 79 (especial), arrancando para o primeiro título Brasileiro em 80 , a Libertadores e Mundial de Clubes, em 1981 e os BR de 82 e 83. Na decisão contra o Liverpool, da Inglaterra, em Tóquio, todos viram que o FLAMENGO era mesmo o melhor do mundo: 3 X 0. 

Bem, queridosFLAETERNOS esta é mais uma das muitas histórias que ainda pretendo escrever sobre o passado vitorioso desde a fundação do nosso querido FLAMENGO

ps: DADOS ATE 1983. 

A todos, um abraço FLAETERNO. 

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