A HORA DA REVOLUÇÃO


Queridos amigos Flaeternos.

Nesses últimos anos, especialmente nestes últimos meses, estamos, incrédulos e angustiados, assistindo ao esfacelamento do Flamengo, tanto fora de campo, no campo institucional, administrativo, financeiro, e pior, moral, quanto dentro de campo, acompanhando um time cada vez mais feio, envelhecido, incapacitado, desordenado.
Por se tratar de um tema complexo, vou ater-me essencialmente ao esfacelamento que vem ocorrendo dentro de campo, em que assistimos a um time longe das tradições do Flamengo, e penso que o último jogo contra o Palmeiras foi o ápice e o resumo de tudo.  Apesar do gol do Love, que o goleiro defenderia e só entrou porque houve desvio, esse jogo – horrendo – serviu para sintetizar o que tem sido o Flamengo nestes últimos anos, especialmente nestes últimos meses.
E o que me desanima, desespera-me até, é que, apesar dos evidentes defeitos desse time, eu tenho lido que a vontade dos que hoje comandam (e afundam) o nosso Flamengo, é montar uma base para 2013 composta justamente por Léo Moura, Ibson, Renato, Cleber Santana, Vagner Love e Ramon.  Portanto, querem manter, para o ano que vem, a base do time que tem nos deixado um legado de exibições e resultados tão negativos, especialmente neste ano de 2012.  E vislumbram a contratação de apenas quatro reforços, quando precisamos de um time inteiro…
Não dá mais!!  Chega!!  Se nada for feito, se não houver uma verdadeira revolução, a queda em 2013, que milagrosamente conseguimos evitar este ano, será inevitável.  Se em 2012 esse time já não se sustentava como tal, imaginem os mesmos jogadores, fracos, incapazes, e ainda mais envelhecidos… E quando falo em revolução, não falo apenas em contratações de jogadores bons, do afastamento de jogadores ruins, de uma reformulação geral, mas falo também, e principalmente, da imposição do profissionalismo, da contratação de jogadores que sejam mais do que isto, sejam também e principalmente, atletas dedicados ao futebol.  Sim, porque de nada adianta termos um jogador do nível do Love, por exemplo, quando este se arrasta em campo, completamente fora de forma, descompromissado e imprestável ao futebol, e sem que sofra qualquer tipo de cobrança.
Quando falo em revolução, falo também do fim da subserviência a determinados jogadores, seja por serviços prestados (ou pretensamente prestados), seja por imposição de empresários.  Sem entrar no mérito de quem foi bem ou não, mas Renato Abreu, Ibson, Léo Moura já passaram da hora de encerrar a carreira ou de procurar outros ares.  Foram muito bem remunerados esse tempo todo em que jogaram no Flamengo – muito mais do que seriam em qualquer outro lugar – e se o Clube, ainda assim, acha que deve agradecer, que construa estátuas de bronze, espalhe-as pela Gávea, promova um show com Roberto Carlos em um Transatlântico, faça um jogo de despedida em Wembley ou que mande escrever o nome deles na lua, mas que dê um fim ao feudo que esses ocupam,  aproveitando o encerramento de seus contratos para que façam qualquer coisa da vida, mas bem longe da Gávea!!
Quando falo em revolução, falo de aproveitar efetivamente a molecada, e não desse engodo que nos têm sido enfiado goela abaixo!!  Não é promover os péssimos medalhões que têm nos afundado nestes anos como os heróis da nossa salvação, e extirpar um moleque até do banco, só porque ele praticou uma firula a mais ou fez uma partida ruim.  Falo em pegar essa molecada, valorizá-la, resgatar nosso lema ”craque o Flamengo faz em casa”, e usá-la apropriadamente junto com uma base decente, e não como tapa buracos, descartando-os como lixo, logo a seguir!!
Quando falo em revolução, falo em dizimar as relações perigosas que tomaram de assalto à Gávea entre empresários, dirigentes, treinadores, e que garante a presença ou a titularidade, muitas vezes absoluta, a jogadores sem condições mínimas de vestir uma camisa de futebol, vide Ibson, ou ao ressurgimento de jogadores igualmente sem condições de praticar futebol que se encontravam no limbo, vide Paulo Sérgio.
Quando falo em revolução, refiro-me a verdadeiro planejamento, que não nos custem milhões de reais cobrados na justiça mais tarde por falta de pagamento de salários, de fornecedores, referente a contratações, ou que não nos imponham folhas de pagamento inchadas e absurdas, com jogadores demais para algumas posições (Ibson, Muralha, Luis Antônio e Cáceres, por exemplo), jogadores de menos (atacantes) ou nenhum (um Camisa 10), para outras.
Quando falo em revolução, refiro-me a contratações de jogadores à altura do Flamengo, e não de refugos ou reservas de outros clubes, como Ramon, Ibson, Liedson, ou de jogadores que não vestiriam a camisa nem dos nossos times de pelada, como Itamar, Jael, Vanderlei…
Quando falo em revolução, falo da nomeação de dirigentes capazes, de uma direção competente e firme, e que afaste dirigentes e treinadores comprometidos com empresários ou que usem o Clube como propriedade sua para a promoção de negócios pra lá de escusos e lesivos à instituição.
São observações que parecem – e são – óbvias, mas, infelizmente, o Flamengo contaminou-se de tal maneira, que nada disso, para ser efetivado, dar-se-á de modo simples, como simples mudanças.  Para que sejam implementadas, o Clube terá que passar, no todo, por uma verdadeira revolução.  E, se toda essa revolução não acontecer, se nada mudar, o Flamengo rumará definitivamente para o período mais nebuloso de sua história.
Mas, tenho certeza, a maior de todas as revoluções, a que dará um fim a Patrícia e a seus seguidores e nos trará novos tempos, condizentes com a nossa belíssima e inigualável história, está por vir, e possui uma cor, a cor AZUL!!!
AZUL  neles, rubro-negro!!!!
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