Mais uma lição a ser aprendida.

Amigos RNs,
Lembro-me que quando meu  pai brigava com meus irmãos  para que eles não fizessem  algo, quando os penitenciava  com um castigo, era pensando no bem deles , tentando evitar que eles cometessem  erros, contudo geralmente  só aprendiam quando caiam, se machucavam. Domingo, no Engenhão, vimos o Flamengo aprendendo do modo mais duro a lição que, espero eu, o leve a brigar por todos os outros títulos disputados este ano.

A primeira pergunta  vem à tona:  Será que um estádio lotado , cantando e empurrando o time teria feito a diferença?
Todos nós sabemos que o Flamengo sempre tem problemas quando joga uma decisão com vantagem, pegando ainda um adversário que havia vencido recentemente, para o qual não perdia há 3 anos e ainda em um estádio onde nunca havia perdido para este adversário, dá para imaginar que jogadores “veteranos” entrem mais calmos, querendo esfriar o jogo e nisso tomamos um gol estúpido logo de início. Léo Moura, Gonzáles  e Wallace falharam e o Flamengo que jogaria sendo atacado, passou a ser o time que teria que atacar e segurar os contra-ataques.

Obviamente seria leviano culpar um ou outro jogador, até mesmo o treinador, pela derrota. O time jogou mal? Na verdade, apesar de alguns jogadores terem entrado mal, o time simplesmente foi anulado por um treinador que conhecia as deficiências do Flamengo, as quais eram bem evidentes desde o início do campeonato, mas foram ignoradas por um motivo que cega torcedores e profissionais do futebol: a fase.
Um jogador começa a jogar e demonstra estar em boa fase, entra e joga bem, consegue uma ou outra jogada de efeito, acha um gol e cai nas graças da torcida, dos jornalistas e do treinador. No Flamengo temos alguns jogadores vivendo de fase: Ibson, Renato, Cleber, e Hernane.   Espero que Rafinha e Rodolfo não fiquem por aí.

-Ibson tem jogado bem, como se voltasse o Ibson de 2012. Porém assim como os jogadores tem suas habilidades, talentos, possuem também deficiências, algumas das quais podem ser corrigidas e outras não, e no caso do Ibson elas são críticas. Não sabe guardar posição, não compreende posicionamento tático, não sabe dar cobertura e não tem visão coletiva de jogo. Todas essas deficiências o impedem de jogar como 1° volante e tornam Elias melhor que ele como 2° volante.
-Renato e Cleber são jogadores velhos, lentos e com o hábito de tocar a bola para o lado e para trás, não arriscando passes verticais, muito menos aqueles ousados que colocam atacantes na cara do gol. Eles batem falta com alguma competência e chutam de fora, geralmente erram muito mais que acertam, porém os gols apagam todos os erros. Resumindo: São úteis quando o jogo está ganho e precisa-se de jogadores pra cadenciar.

-Hernane é um finalizador e só. Não sabe deslocar os zagueiros, se desmarcar, se posiciona mal, não consegue fazer jogadas individuais e passa muito mal. Claro que algumas dessas deficiências podem ser melhoradas com muito treinamento, mas não fará milagres, ele é bom pra compor elenco e só. Para disputar titulo nacional Pelaipe terá que trazer um centroavante de verdade.
-Rafinha e Rodolfo estão arrebentando, mostram bastante versatilidade, mas precisamos ir com calma antes de acharmos que são solução de alguma coisa.

Contra o Botafogo a cisma em jogar aberto,  escalar  o fraquíssimo Wallace e insistência com Carlos Eduardo cobraram um preço alto. O zagueiro não é nem o 3° melhor do elenco, no máximo podia estar no banco para Renato Santos jogar, já deixaria a defesa mais segura; no meio  Elias parecia travado ( será que a preparação física durante a semana foi excessiva?), pois está claríssimo que precisamos jogar com um volante fixo (Amaral ou Cáceres ), um 2° volante apoiador (Elias OU Ibson) e um meia de criação (Carlos, Rodolfo, Gabriel, Adryan, Mattheus, Thomás – nessa ordem de preferência), sem o meia não há criatividade, jogadas criadas pelo meio dificultando a marcação, e foi isto que fez o Flamengo perder no meio para o Botafogo.
No segundo tempo pudemos ver o Flamengo pressionando e criando centenas de chances com Rodolfo pelo meio com Gabriel e Rafinha nas pontas, porém a defesa ficou totalmente aberta, o que em parte se deve a preocupação em fazer um gol (desespero nítido após os 30 minutos de jogo) e em outra pelos jogadores na defesa, sendo Ibson e Renato totalmente inadequados, um muito lento e outro sem noção de posicionamento, aliás o lance do Vitinho recebendo a bola do lado do Renato, avançando, passando, depois recebendo, entrando na área e finalizando, sempre ao lado do Renato foi emblemático.

Por fim, não era para ter escalado Carlos Eduardo na ponta se ele além de estar sem ritmo, ainda apresenta grande falta de confiança, parece ter medo de se lesionar novamente. Era melhor ter começado com Gabriel ou Rodolfo, o primeiro está sem ritmo, mas não vem de lesão e como pode-se ver hoje não tem problemas de confiança e ainda ajuda na marcação.
Sobre a Taça Rio, será o momento para dar coesão ao time e ritmo de jogo para quem não vem jogando como Alex, Carlos Eduardo e Gabriel, trabalhando no posicionamento dos jogadores com um meio com 2 volantes e um meia, já que ficou provado que com 3 volantes não vamos a lugar algum. Minha escalação na 1ª fase seria:

Felipe; Léo M. (Luiz Antonio), R. Santos, Alex (Gonzáles), João P;  Amaral (Cáceres), Elias, Carlos (Rodolfo); Rafinha, Hernane, Gabriel.
Abraços RNs!

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