UM FLA-FLU DE PAI PRA FILHO

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Hoje é dia dos pais e de Fla-Flu, é mole?

 Não poderia  deixar de lembrar do Velho e daquele inesquecível clássico, lá pelo final dos anos 70…

Morava em Itaguaí, sim, longe pra cacete! Brabeira! Que sacrifício… Transporte? Só uma linha de ônibus corria por lá. Um buzão que levada a gente até a estação férrea de Campusca  pra depois  cair dentro do trem. Era pegar o formigueiro mecânico e partir pro Maraca.   Uma viagem longa, mas bem divertida (Quem nunca andou de trem? Rs)

Chegamos!

Hora e vez de encarar filas imensas para comprar os ingressos.  Sufoco, mas conseguimos. Beleza, agora é seguir em direção às rampas…

 As  arquibas pareciam concentração de exército chinês.  Eu ali, todo  moidinho no meio daquele bololô. Paizão juntinho, colado, não desagarrava…

  Bandeiras rubro-negras começam a desfraldar pela maravilha de concreto… Cena linda seguida de gritos de “Mengo” que ecoa em meus ouvidos como som de Vivaldi. Bravíssimo!

E começa o jogo…  Pegado, como todo FLA-FLU, mas sem deixar a elegância de lado.

Muitos craques em campo…  Rivelino, Pintinho, Zico, Geraldo, Doval…

Requinte, técnica, raça…  Jogo disputado que em qualquer momento faria a rede balançar.

Pronto, “deu ruim”, é Pênalti para os Antílopes tricolores.  Carlos Alberto, o capita, põe os foragidos da série B na frente.  Mas em contraposição, o gol deles serve de combustível para o Flamengo.

Não demora muito para Paulinho cruzar e Zico empatar com estilo.  Geraldo, com seu futebol lúdico e aparentemente descomprometido, começa a aparecer… Penteia a bola e com irresponsabilidade e talento de um semideus aplica um lindo lençol em Manfrini. Hora do show começar.

O Assoviador mata a bola no peito, tabela com Caio, olha e coloca o “Galo” na cara do gol. Mais um. 2×1.

O Mengão já toma conta do meio-campo e inflama a galera que chega ao êxtase quando o camisa 8 novamente rola para o Galinho…  É mais um! 3×1! A nação enlouquece e pede mais… Zico atende…

É falta, na entrada da área, lá vem Zico… Silêncio sepulcral do lado antílope.  O camisa 10 da Gávea ajeita a bola… Bate com carinho e ela vai certeira, como flecha Tupinambá… Ah, entra no ângulo! É o quarto! Meu Deus, apoteótico, 4×1.

Jogo digno de Oscar… Nem Spielberg escreveria um roteiro assim.

 

Ali acaba o jogo e começa de uma cumplicidade eterna, de pai e filho

Eu, meu Velho e o Flamengo juntos…  para sempre!

 

Sorria, você é rubro-negro!

By IMPRENSA VENDIDA PRA SP

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